sábado, 18 de junho de 2011

Para: Margarida

Para Margarida, vesti-me de rei.
Para Margarida, aprendi o violão.
Para Margarida, colhi uma rosa.
Para Margarida, esqueci a boêmia.
Para Margarida, chorei escondido.
Para Margarida, encontrei a razão.
Para Margarida, escrevi esses versos.
Mas Margarida não os leu, nem sequer me notou,
Fingiu que não viu e se viu não gostou.
Margarida não falou nada, apenas me olhou.
Um olhar de cigana, dissimulado e confuso.
Mas isso de nada importou, porque para Margarida,
Para doce Margarida, eu guardei o meu amor.

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